Você tem equilíbrio emocional? – Parte I

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Você tem equilíbrio emocional? – Parte I

Um palhaço desfila sob a corda bamba, e no seu fino e milimétrico caminhar o que podemos ver senão ele: o tão sonhado equilíbrio. De fato, equilíbrio, do latim eaquus e libra, significa nível igual das balanças. Mas afinal, o que deve (se é que deve mesmo) estar em equilíbrio dentro de nós?
Corpo e mente, razão e emoção, bem e mal, frio e quente, esquerda e direita, yin e yang, biscoito e bolacha: mundo que construímos em nossas mentes é dual. Catalogamos nossa realidade, procurando etiquetar o verso e o inverso, o lado A e o lado B, aquilo que nos dá prazer e nos causa dor, e desse processo de percepção dual é que ditamos – também – a dualidade pela qual se deve submeter nosso equilíbrio emocional. Ora, ou você é um ser iluminado em posição de meditação, em total equilíbrio, ou não é; ou você está feliz ou não está; ou você tem 2 milhões de seguidores no Instagram ou não está realizado.
Equilíbrio emocional, na verdade, diz respeito à estabilidade energética e consciencial. Explico: emoções nada mais são que fontes de energia. Essas energias derivadas das emoções podem ser perturbadoras ou não da consciência. Estar consciente, por sua vez, é nada mais, nada menos que a incrível habilidade de se lembrar de quem você é e o que está fazendo aqui.
Quando estamos cobertos de raiva, tristeza, medo, inveja, orgulho e preguiça, por exemplo, estamos em uma versão deturpada de nós. Ou melhor, estamos pisando em falso na nossa caminhada rumo à nossa realização pessoal, estamos nos desequilibrando sob a corda da vida: se conseguíssemos lembrar que somos seres universais em uma grande jornada de evolução nesta vida, não faria muito sentido perder tempo batendo boca no trânsito porque um camarada qualquer fechou o seu carro.
Estar em equilíbrio emocional é também estar em equilíbrio com todos os demais aspectos de nossas vidas, sejam eles o financeiro, a saúde física, a afetividade, a espiritualidade, a vida profissional, entre outros. Isso porque uma área da vida se relaciona com as demais por correspondência. Ou seja, o aparato mental com o qual você lida com suas emoções é o mesmo com o qual você irá tratar seus familiares, prazos profissionais, sua alimentação, etc. Afinal, já diriam os hermetistas: “O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora”.

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